A noite parisiense, que nos anos 70 explodia com a febre das discotecas, mudou muito de perfil, mas continua tão badalada e agitada quanto no tempo da boca de sino. Confira as novidades:
Foi inaugurado recentemente um lounge no número 72 do Boulevard Malesherbes que logo o virou templo da turma fashion, não fosse seu dono o estilista Christian Audigier que se auto-proclama o "Rei da Moda". A decoração é feita com fotos gigantes dele mesmo espalhadas pelas paredes. Modesto o rapaz, não? O bar abre às seis e logo as mesinhas do terraço fechado ficam cheias de gente bebericando durante a happy-hour. Mas o agito mesmo começa mais tarde, quando um DJ da pesada transforma o salão interno numa grande festa.
No Le VIP Theatre, no 188 bis, rue de Rivoli (01.58.36.46.00) você sempre vai encontrar alguém conhecido como o Bruce Willis e o Karl Lagerfed, além de muitos outros VIPs que dão nome ao lugar. A decoração lembra um barco de três andares com muito néon, aço, vidro e telões, e a música é eletro e hip-hop. Só abre de quinta a sábado, da meia-noite até de manhãzinha. A badalação é interminável.
No Mezzanine de l'Alcazar – cujo restaurante já recomendei aqui – funciona um lounge com decoração moderna e clean, com fotos em preto e branco de fotógrafos famosos. A música e a freqüência são as mais variadas possíveis, e a turma dança para valer mesmo nos dias de semana. O melhor de tudo é na hora da fome: você pode pedir lá em cima os pratos do restaurante de baixo.
O Chez Castel, no número 15 da rue Princesse (01.40.51.52.80) ainda faz muito sucesso, mas você só entra se for sócio ou convidado de um deles, que pagou mil euros de taxa de inscrição. Com decoração intimista e clássica, o famoso clube noturno continua atraindo um público de todas as idades. A partir das dez aumenta o volume da música e sempre surge uma cara conhecida na pista, como Kenzo e Chantal Thomass. Se a fome apertar o bistrô La Cantine resolve o seu problema.
Le Baron, no 6 da Avenue Marceau (01.47.20.04.01) tem clientes fiéis como Mick Jagger e Lindsay Lohan que adoram a decoração que lembra a aconchegante sala de uma casa, com tapeçarias nas paredes, poltronas antigas e fotos de mulheres nuas em tons sépia. A música vai dos anos 30 aos 80, e na saída todos compram o CD com uma mixagem das mais tocadas.
Le Montana, ao lado do Café de Flore (28, rue Saint-Benôit – 01.44.39.71.00) parece uma cave, com muitos arcos e decoração diferente dando a impressão que você está em outro mundo. O som é uma mistura de anos 70 com eletro-pop moderno e a freqüência é mais de garotada.
O L'Arc Paris foi recentemente reformado e agora parece um moderno clube nova-iorquino com a vista especial para o Arco do Triunfo. No térreo o ambiente é mais sóbrio, mas é no subsolo que a festa acontece. Qualquer pessoa pode entrar e a música é a mais variada possível. Nos meses de verão o salão do térreo abre para uma varanda ao ar livre. Fica no 12 da rue de Presbourg (01.45.00.78.70)
Le Mathis é um elegante "bar-boudoir" todo forrado de vermelho que funciona a mais de 30 anos e continua sempre na onda. Não tem DJs e sim conjuntos ao vivo que tocam a noite toda. A turma vai lá para tomar um drinque e bater papo e acaba esticando até bem tarde. O endereço é 3 Rue de Ponthieu (01.53.76.01.62.)
sexta-feira, 7 de maio de 2010
AGITANDO A NOITE EM PARIS!
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
DANDO UM PULINHO EM PARIS...
Quem lê esse blog há algum tempo sabe que sempre que posso, dou um pulinho em Paris! E foi exatamente isso o que eu fiz na semana passada, aproveitando uns dias de férias.É claro que a cidade continua linda, agora já toda enfeitada para o Natal com muitas luzes azuis, mas pela primeira vez na vida ví alguns reflexos da crise: as lojas com pouca gente, bons restaurantes que eram difíceis de se conseguir mesa confirmando a reserva na hora, e até mesmo os museus mais vazios. E cada vez mais mendigos com cachorros nas calçadas.
Com cachorros? Pois eu soube que há uma lei municipal que não permite que os mendigos que tenham cachorros sejam recolhidos aos abrigos, sei lá porque! E cada vez tem mais...
Fui todo animado ao Centre Pompidou para ver a exposição do pintor Pierre Soulages, que gosto muito, e dei com o nariz na porta: os funcionários estavam em greve por conta de uma nova política de corte de pessoal e o museu permaneceu fechado.
Fui pela primeira vez ao Museu Cernuschi, especializado em arte oriental, instalado numa mansão elegantíssima na rue Velasquez, em pleno Parc Monceau, o bairro mais chique de Paris.
Além da coleção incrível de objetos de arte da China, Japão e outros países da Ásia, estava acontecendo a exposição dos budas de Shandong, descobertos em 1996 em Qingzhou.
Valeu pela exposição e por ter conhecido uma casa lindíssima.
Consegui jantar no Ze Kitchen Galerie, que eu tentava há anos e que já falei aqui no blog. Muito bom e badalado, cheio numa segunda-feira até quase a meia-noite, o lugar oferece a gastronomia inventiva do chef William Ledeuil, que diz cozinhar com "a criança que tem dentro dele". Por uma janela você pode ver parte da cozinha e apreciar a habilidade dos cozinheiros.Uma novidade descoberta por acaso foi o novo KGB ou Kitchen Galerie Bis, versão mais simples do restaurante acima na outra ponta da mesma rua. O almoço começa com três "zhordoeuvres" (o dono tem mania de colocar a letra Z em tudo) escolhidos pelo chefe e seguidos por ótimas sugestões do dia. Claro e bem decorado, serviço rápido e com preços bem mais baratos que os do irmão mais velho.
Mais uma vez jantei no Alcazar, sempre animado e lotado. O lugar é lindo, a comida é ótima e o serviço perfeito. Nas paredes são projetados filmes clássicos antigos, e nesse dia era "Gilda", com a Rita Hayworth. No mezanino há um lounge que esquenta a partir das onze da noite com vários DJs, garantindo a presença da "jeunesse dorée" parisiense até alta madrugada. E como o lugar tem a assinatura do designer inglês Terence Conran, o bom gosto está garantido.O bonitão está de volta!
Sucesso de bilheteria nos anos 60 com "O sol por testemunha", "Rocco e seus irmãos", "O eclipse" e "O Leopardo", o moço moreno de olhos azuis era considerado um dos homens mais bonitos do cinema, além de bom ator.
Atualmente com com 74 anos, Delon continua na ativa e é o astro da série policial de TV "Frank Riva". Mas é a sua foto aos 31 anos que está estampada em todos os jornais, revistas e lojas de departamentos fazendo o maior sucesso.
Os top models masculinos que se cuidem...
E entre uma coisa e outra, nada como sentar na varanda do antiquérrimo Les Deux Magots, tomar um vinho, comer um salmão defumado e ver a vida parisiense passar...
